Que não precisemos perder para valorizar
- 1 de jan. de 2017
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É interessante o quanto só aprendemos a valorizar quando perdemos, mais clichê não há.
Como diz Let Her Go, do Passenger, só odiamos a estrada quando sentimos falta de casa, só valorizamos o sol quando começa a nevar, a luz quando tudo parece mais escuro.
Um ano se foi, não sabemos nada do vindouro, será que ele nos fará valorizar o antigo, por mais que tenha sido extremamente desapontador?
Aquele velha prática se faz real, vivemos a esperar o momento perfeito, a hora certa, o melhor dia, a companhia mais querida, o ano certeiro, e infelizmente isso nem sempre acontece, ou demora demais, e perdemos por esperar, nem sempre quem aguarda alcança.
Esperamos mais do ano e menos de nós, preferimos investir no destino a montar nossa trama, é preferível contar com a sorte a criar as oportunidades, e assim viramos reféns dos acontecimentos, dos infortúnios, das intempéries, unicamente por jogarmos toda a responsabilidade em algo que não podemos controlar.
E dessa maneira os anos passarão, sendo cada vez mais cobrados, e nos fazendo sentir saudades dos que ficaram para trás, esquecendo-nos do nosso papel nisso tudo, do quanto poderíamos estar sendo mais ativos, menos subordinados aos fatos.
Nem tudo está escrito, e é justamente aí que devemos aproveitar para modificar o que podemos, nestes hiatos de rebeldia, de auto-controle, em que nos é permitido ir para onde quisermos, a qualquer momento, assumirmos o real papel de viver e sermos nossos próprios donos.
O novo sempre vem, e que cada vez menos esperemos por ele, que o presente já nos faça completos, cheios, que possamos olhar pro passado e ver somente lembranças, pro futuro e ver menos expectativas, e para o presente e vermos a chance de ser, de fazer, de verdadeiramente viver. Afinal, o ano não fará nada se não sairmos do lugar, não só de acreditar devemos viver, alcançar exige ação, proatividade, inconformismo.
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